Demarcação de terras indígenas no Supremo Tribunal Federal e a decolonização do conceito de posse
Bibliographic Data
| ID | 21429804 |
|---|---|
| Authors | Márcio Ricardo Staffen (0000-0002-4072-2644, Universidade do Vale do Itajaí), Enrique Prieto-Ríos (0000-0002-1798-7855, Universidad del Rosario), Luana Abrahao Francisco (0009-0006-8785-5029, Universidade do Vale do Itajaí) |
| Year | 2025 |
| Volume | 46 |
| Issue | 100 |
| Pages | 1-27 |
| Publication date | 2025-12-22 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Seqüência estudos jurídicos e políticos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0101-9562 • E-ISSN: 2177-7055 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5007/2177-7055.2025.e109783 |
| OpenAlex | W7124983325 |
| Language | PT |
Um dos casos de maior impacto para ações de decolonização e mudanças transformadoras na estrutura constitucional brasileira se observa com os julgamentos pela Corte Constitucional sobre a proteção de terras indígenas e a discussão sobre a existência de marco temporal capaz de definir o período apto a justificar o banimento dos povos tradicionais e a alienação para fins de colonização. Esta pesquisa pretende, a partir dos fundamentos e entendimentos proferidos pelo Supremo Tribunal Federal, analisar o rompimento com a tradição de ocupação e normatização das terras indígenas, a começar por distinguir a noção de posse de terras indígenas da noção de posse proveniente da tradição germânico-romana. Destaca-se, nesse sentido, o uso de modelos de argumentação com fundamentos em marcos teóricos e decisões judiciais majoritariamente produzidos no Brasil, rompendo igualmente com a tradição de uso de citações e julgados estrangeiros, mostrando a necessidade de limitar, por meio do transconstitucionalismo, um novo instrumento de dominação hegemônica. Segundo o entendimento da Suprema Corte, as terras ocupadas pelos povos tradicionais são de posse permanente dessa comunidade, sendo seu direito o usufruto das riquezas do solo, dos rios e lagos ali existentes, o que importa em um reconhecimento de pluralismo jurídico tipicamente decolonial e endêmico
Diversity (politics) · Health care · Tribunal · Development, Ethics, and Society · Indigenous Health and Education · Indigenous Peoples' Rights and Law
| Highly cited | No |
|---|