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Eu Sou Makyesi

Autoetnografia Negra E a Percepção Da Minha Ancestralidade Mukongo Em Solo Angolano

Bibliographic Data

ID4081633
AuthorsMille Caroline Rodrigues Fernandes (0000-0002-6400-0822, Universidade do Estado da Bahia, corresponding author)
Year2023
Volume5
Issue19
Pages142-161
Publication date2023-01-07
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Debates Insubmissos - ISSN 2595-2803 (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2595-2803 • E-ISSN: 2595-2803
PublisherRevista Debates Insubmissos (PUBLISHER)
DOI10.32359/debin2022.v5.n19.p142-161
OpenAlexW4313704729
LanguageEN
Citations received1
References cited3

Entre os anos de 2018 a 2020 desenvolvi uma pesquisa em 8 (oito) províncias de Angola: Cabinda, Zaire, Uige, Bengo, Luanda, Malanje, Kwanza Norte e Kwanza Sul, as quais compunham os antigos Reinos Kongo, Ndongo e Matamba. O Interesse por estas províncias em específico foi por estarem ligadas ao processo do tráfico de africanos e africanas para o Brasil, precisamente para o Estado da Bahia devido as heranças percebidas através das marcas lexicais da língua Bantu no português, do uso de máscaras nos festejos, dos rituais de cura nas religiões de matriz Kongo-Angola e as formações de Kilombos[1]. Ao atravessar o Atlântico, pisar em solo angolano e retomar discussões históricas, entrevistando Reis, Rainhas, Ngangas, Mweni-xi, N'gola e Sekulos sobre a constituição do território que hoje chamamos Angola e como esta história, memória e ancestralidade constituem-se e inscrevem-se em nossos corpos diaspóricos negros e kilombolas na Bahia, mantendo-se vivos e vibrantes em nosso/a Ntu/Mutué (cabeça), Ntima/Muxima (coração) e Muanda/Nzumbi (espírito), minhas memórias da infância e adolescência foram acionadas, transpassando os portais ancestrais a partir do momento em que as autoridades tradicionais me reconheceram como Makyesi. Desta maneira, tomando emprestado a abordagem autoetnográfica negra, a proposta desta escrita é narrar, inicialmente, em que medida a vivência/experiência com a pluriversalidade de Angola e a percepção de mim como mukongo ativou minhas histórias e memórias pessoais, reconectando-me ao Eu-Makyesi, e em seguida, refletir como pesquisas desenvolvidas por mulheres negras estão fortemente entrelaçadas ao nosso ativismo negro.[1]A opção em utilizar a letra "k" para a grafia da palavra Kilombo e Kilombola é para enfatizar a origem deste termo que é bantu. E na grafia das línguas do grupo bantu não existem palavras que comecem com "qui

Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Physical Education and Sports Studies · Race, Identity, and Education in Brazil

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Unique citing works1
Citations per year0,33
Citation span2023 - 2023 (1)
Citation velocityhistorical
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 1

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