O problema da apreensão do bom fim em Aristóteles
Bibliographic Data
| ID | 4606607 |
|---|---|
| Authors | Juliana Aggio, Juliana Ortega Aggio (0000-0001-6283-4797, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 11 |
| Issue | 29 |
| Publication date | 2019-04-20 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Prometeus (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1807-3042 • E-ISSN: 2176-5960 |
| Publisher | Revista de Filosofia Prometeus (Prometheus Journal of Philosophy) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.52052/issn.2176-5960.pro.v11i29.10869 |
| OpenAlex | W3135268825 |
| Language | PT |
O presente texto tem como objeto uma pergunta e como objetivo não a responder de modo definitivo, mas problematizá-la, mostrando os limites da concepção de razão aristotélica quando se trata da apreensão correta do fim da ação. A pergunta é a seguinte: como o bom fim da ação é apreendido? A resposta não é evidente por dois motivos: o primeiro é que Aristóteles nos diz que a virtude moral é responsável pela correta apreensão dos fins, sem deixar claro em que sentido ela é responsável. O segundo motivo é que o filósofo sustenta que a função racional concernente às ações é essencialmente deliberativa e que a deliberação diz respeito aos meios e não ao fim da ação. Afinal, o que significa dizer que a virtude moral produz o alvo correto? Quais capacidades estão em jogo para que se constitua o bom fim a ser desejado? Posta a dificuldade, o objetivo deste texto é antes o de elaborar os meandros concernentes ao problema da apreensão do fim da ação presente na Ética Nicomaqueia, de Aristóteles, do que o de fornecer mais uma resposta dentre as várias já existentes. Todavia, em diálogo com as interpretações racionalista e irracionalista da ética aristotélica, é aventada a hipótese de haver uma razão persuasiva partícipe do desejo capaz de apreender o bom fim
| Highly cited | No |
|---|