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Migração haitiana

Um estudo etnográfico com crianças, pais, professores em escolas públicas de Sinop MT

Bibliographic Data

ID5352437
AuthorsIvone Jesus Alexandre (0000-0002-0200-7367, Universidade do Estado de Mato Grosso, corresponding author)
Year2018
Volume6
Issue2
Pages208-217
Publication date2018-03-01
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueÁskesis - Revista des discentes do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCar (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2238-3069 • E-ISSN: 2238-3069
PublisherFAI-UFSCar (PUBLISHER)
DOI10.46269/6217.244
OpenAlexW2806813518
LanguagePT
Citations received1
References cited2

A pesquisa de doutorado em andamento "Crianças migrantes haitianas em Sinop/MT: inserção nas instituições escolares" tem como objetivo compreender como ocorre a inserção e socialização das crianças migrantes e haitianas nas instituições escolares públicas de Sinop. Objetiva também analisar como as instituições escolares recebem e percebem essas crianças; verificar as experiências vivenciadas por elas em relação às outras crianças/colegas, professores e gestores e como os pais das crianças haitianas veem e percebem a escola. A metodologia é qualitativa com desenho etnográfico para gerar dados através de observações livres, entrevistas e depoimentos. O recorte temporal da pesquisa é a migração de crianças que vieram com seus pais no ano de 2015 a 2016 para Sinop MT. Os dados preliminares apontam que nas escolas, as crianças haitianas têm muitas dificuldades com a língua portuguesa o que limita sua comunicação e interfere na relação com os professores, colegas, aprendizagem dos conteúdos e na internalização das regras escolares. Os professores, em sua maioria, demonstram preconceito racial de forma velada em seus discursos e em relação à origem dos alunos. Para eles o Haiti é um país pobre e miserável, em consequências os haitianos podem ser subalternos, sujos e "diferentes" em relação aos demais negros brasileiros. Os pais das crianças haitianas valorizam a escola e os professores dos seus filhos. Nas relações entre alunos o preconceito racial é mais perceptível na fase da Educação Infantil, na faixa etária de 5 a 6 anos. Na fase dos 12 anos é mais perceptível nas meninas do que nos meninos brasileiros

Art · Humanities · Migration, Racism, and Human Rights · Psychology · Rural and Ethnic Education · Urban Development and Societal Issues

  • Crianças haitianas em escolas brasileiras

    Open Access•Rômulo Sousa De Azevedo, Cláudia Tavares Do Amaral et al.•INTERFACES DA EDUCAÇÃO•2022

  • Entrada no campo, aceitação e natureza da participação nos estudos etnográficos com crianças pequenas

    Open Access•W A Corsaro•Educação & Sociedade•2005

  • Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem

    Open Access•Oracy Nogueira•Tempo Social•2007

Citations per year0.25
Citation span2022 - 2022 (1)
Highly citedNo

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