Docência, currículo e negritude
Caminhos (re)existentes de afeto e dissidência na prática alfabetizadora
Bibliographic Data
| ID | 9744915 |
|---|---|
| Authors | Patrícia Barros Soares Batista (0000-0002-0863-5217, Universidade Federal de Minas Gerais), Bruna D ́Carlo Rodrigues de Oliveira Ribeiro (0009-0002-9498-521X, Universidade Federal de Minas Gerais), Adriana Priscilla Costa Cavalcanti (0000-0002-3865-2851, Universidade Federal de Minas Gerais) |
| Year | 2024 |
| Pages | 95-114 |
| Publication date | 2024-05-15 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Série-Estudos - Periódico do Programa de Pós-Graduação em Educação da UCDB (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1414-5138 • E-ISSN: 2318-1982 |
| Publisher | Universidade Catolica Dom Bosco (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20435/serieestudos.v29i65.1936 |
| OpenAlex | W4399430148 |
| Language | PT |
| References cited | 7 |
O currículo, compreendido como um território e lócus de disputa de poder, configura-se como uma instância colonizada e colonizadora ao evidenciar e legitimar saberes e práticas arraigados em padrões hegemônicos opressores assentados em bases brancocêntricas. Buscando (re)construir uma outra lógica diante desse cenário, a escola, ao optar por caminhos de resistência, configura-se como um espaço de reconhecimento e valorização da diversidade por meio de interpelações pedagógicas, éticas e políticas dissidentes. Este artigo apresenta, por meio de cartas (auto)narrativas, reflexões sobre as práticas curriculares afrocentradas nos anos iniciais do ensino fundamental. A experiência de docentes negras de uma escola federal de educação básica tem evidenciado, por meio das ações vinculadas ao projeto de ensino e pesquisa Áfricas e Eu, a abertura de frestas curriculares para a valorização e emancipação da negritude, rompendo com a lógica da coisificação (Césaire, 2020) dos corpos e dos saberes africanos e afro-brasileiros. Concluímos que evidenciar o protagonismo e a potência negra nas práticas de leitura, escrita e oralidade junto a crianças em processo de alfabetização é um ato de (re)existir diante das estruturas e padrões de poder desumanizadores. Assim, caminhos são abertos para que vozes outras ecoem e constituam narrativas de emancipação das diferentes formas de existir no mundo, tendo como matriz primeira a humanização a partir de um currículo afrocentrado e afetuoso
Art · Humanities · Education Pedagogy and Practices · Philosophy · Race, Identity, and Education in Brazil · Rural and Ethnic Education
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |