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A autoavaliação pode fazer diferença na qualidade da educação

Conversando com John MacBeath

Bibliographic Data

ID4948211
AuthorsJoão Caramelo (0000-0002-8345-3915, Universidade do Porto), Manuela Terrasêca (0000-0001-7726-9874, Universidade do Porto), Sonia Maria Portella Kruppa (0000-0001-6195-3436, Universidade Brasil)
Year2015
Volume41
Issuespe
Pages1601-1615
Publication date2015-12-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueEducação e Pesquisa (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1517-9702 • E-ISSN: 1678-4634
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s1517-970220154100002
OpenAlexW2283781871
SCIELO_PIDS1517-97022015001001601
LanguagePT
Citations received2
References cited2

Em uma época em que se tornam avassaladoras as influências das avaliações externas de escolas sobre os sistemas nacionais de educação, a escola pública e a qualidade da educação, é premente ouvir um conceituado e autorizado investigador que defende a necessidade de investir crítica e implicadamente em processos de autoavaliação. John MacBeath, professor emérito da Universidade de Cambridge, e consultor de diversos organismos internacionais, designadamente, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Organização Internacional do Trabalho (OIT), tem vasta experiência de trabalho e pesquisa em avaliação de escolas e estudos sobre eficácia e melhoria da escola. Na entrevista, John MacBeath refere-se ao projeto europeu desenvolvido no quadro do Programa Sócrates, denominado Avaliação da qualidade na educação escolar, que levou à construção de um instrumento de autoavaliação, o Perfil de Autoavaliação da Escola (PAVE). A sua defesa da relevância e imprescindibilidade da autoavaliação reside na convicção de que qualquer avaliação tem de ser capaz de compreender a cultura da escola, escutar as vozes dos seus protagonistas - os pais, os alunos e os professores -, dar conta de consonâncias e de discordâncias, o que exige um tempo que um visitante/inspetor externo não tem. Para MacBeath, a escola apenas pode promover a sua melhoria a partir do seu interior, pelo trabalho reflexivo e crítico de todos os seus membros. Não menos importante é a sua referência aos efeitos que o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) tem provocado, já que em vez de ajudar a diluir as distâncias entre os países, inspirou a competição e exacerbou as desigualdades, criando uma legião de alunos sem esperança

Humanities · Political science · Sociology · Education and Public Policy · Educational Assessment and Improvement · Evaluation and Performance Assessment · Philosophy

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Citation span2016 - 2019 (4)
Citation velocityhistorical
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 1

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